segunda-feira, 7 de junho de 2010
O recomeço de um sonho
Eu tentei... mas é praticamente impossível, sabe?
Porque quando você envolve meu rosto com as duas mãos, beija minha boca... me abraça e me pede pra ficar... é como se não houvesse mais nada no mundo. Como se o tempo parasse ali...
E quando acordo, abro os olhos, e vejo você me olhando... e recebo um beijo carinhoso na testa e um bom dia... pode estar chuvoso, frio e feio... que não percebo os tons de cinza. Sò o colorido que sua presença traz pra minha vida.
Porque não há nada melhor do que a sensação que vêm com o seu abraço e com seu cheiro.
É algo que me desmonta...
Ando até sem inspiração. Tenho vontade de vir aqui e escrever somente suspiros...
Mas porque eu preciso estar tão durona pra que você fique doce?
Preciso te mostrar que todo meu amor vai se perder se você não segurá-lo firme?
Preciso segurar sua mão e apontar o caminho que você deve me guiar?
Tudo bem... eu entendo que você se perdeu por aí e se não encontra o seu caminho de volta, como vai me guiar?
Então vamos juntos nessa... tudo novo, tudo de novo...
Não tenho medo de recomeços...
Apesar que pra mim isso tudo eu já vivi... em sonhos.
Vamos nos achar e achar o NOSSO caminho.
domingo, 6 de junho de 2010
A continuidade da minha existência
Sinto medo de ficar sozinha.
Não falo de namorado...
Ou falo "também" de um namorado.
Ou falo "também" de um namorado.
Mas esse meu medo é muito mais complexo.
Alguém mais aí tem uma família inteira com exatamente três adultos, uma criança e duas cadelas?
Pois é.É muito mais abrangente.
Um namorado, que antes é amigo (ou não... mas no meu caso isso é exigência!) posteriormente vira um companheiro, marido, um acompanhante, e mesmo que um dia ele vá embora, pode ser que disso tudo fique um filho, ou dois... ou mais. Uma família agregada, primos, tios, parentes...
É a tal da continuidade da existência.
Eu vejo que minha minúscula família está se extinguindo, e eu com meus quase 26 anos de solteirice, estou ficando preocupada. Lembro-me ainda da tal história que mulher que passa dos 25 e não casa fica pra ‘titia’.
Bom... ‘titia’ eu já sou... o que torna mais preocupante ainda.Antes de dormir ‘viajo’ pensando o que há de errado comigo... ou foram os meus namorados que não deixaram os nossos relacionamentos – que sempre duraram mais de 4 anos – virar isso tudo que eu descrevi mais acima?
Não gosto de colocar a culpa em ninguém... mas pôr em mim também não rola... então vou tentar dormir meeesmo.
Isso martela, martela... acendo mais um cigarro e lembro das pessoas dizendo: -- é o seu jeito, Dani.
Putz, é mesmo (assumo constrangida)... sou ciumenta, sou controladora, sou grudenta, carinhosa, amável, companheira, alegre, bonita, independente, bem resolvida.. blá-blá-blá.
Não vou falar nenhuma novidade, mas ninguém é perfeito...
Se é o meu jeito... não existe a tal da tampa pra minha panela??? O tal do chinelo velho e o pé cansado???Não aceito!!! De jeito nenhum!
-- Dani... pára de procurar, senão você não encontra. Tem que esquecer que acontece.
Aí eu morri...
De rir, claro!
Já são 26 anos, gente... se eu não procurar agora, vão se passar mais 4 e eu chego nos 30 completamente paranóica com isso.
Mas ‘SE’ acontecer, espero que até lá (pelo menos) meus irmãos procriem... minha família cresça, e eu não enlouqueça com esse medo de envelhecer sozinha.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Completamente...
Ele conheceu meus pais, meus irmãos, meu sobrinho, minhas cadelas, minha familia 'toda'!
Conheceu meus amigos, meu trabalho e os colegas de lá
Conheceu minha faculdade, assistiu aula comigo, conheceu meus colegas de sala
Ele esteve na minha colação e na minha formatura
Conheceu minha história...
Ele conheceu e reconheceu meu cheiro
Soube dos meus medos
Me acompanhou ao dentista
Ouviu minha maior gargalhada (sim... aquela escandalosa que morro de vergonha).
Conheceu meu cabelo sem escova
Presenciou minha mania de dormir de meias
Falamos por horas ao telefone
Falamos por horas ao telefone
Me acompanhou ao médico
Acordou e me viu descabelada
Me viu chorar de soluçar, e borrar a maquiagem
Presenciou um ataque de nervosismo, de ciúme, de gagueira, de falar besteiras, de trsteza, pânico, de alegria, de histeria
Coçou minhas costas, fez massagem nos meus pés, estralou minhas costas e todos os meus dedos
Me ajudou com a depilação
Trocamos milhares de SMS
Trocamos milhares de SMS
Já me viu, me aturou e me carregou quando bebi um pouco a mais
Dançamos a noite toda e ele me viu tirar o salto... e dançar mais um pouco descalça
Ele me socorreu do ataque de falta de ar na sauna
Dividimos 'fortuna' e centavos, e um refrigerante
Cantamos aquela música juntos
Cantamos aquela música juntos
Ele assoprou meu olho quando caiu um cisco
Já trocamos beijos em cada pedaço do corpo
Ele me 'ligou naquela tarde vazia'
Já trocamos beijos em cada pedaço do corpo
Ele me 'ligou naquela tarde vazia'
Deitamos na grama e imaginamos desenho nas nuvens
Assistimos ao por do sol na praia
Andamos de mãos dadas no shopping
Brincamos de gangorra, balanço, mímica, espuma, tapa na mão, dedinhos...
Subimos no trenzinho
Ele fez um feijão que compete com o da minha mãe
Ele fez um feijão que compete com o da minha mãe
Jogamos comida para os patos
Andamos de bicicleta
Dormimos ora abraçadinhos, ora esparramados
Nos odiamos num segundo, e no outro gargalhamos até perder o ar
Nos perdemos milhares de vezes...
Choramos abraçados
Tomamos banho de mangueira, de chuveiro, de piscina, de mar, de banheira, de saliva...
Dormi com seu cafuné, deitada em seu peito
Comemos em lugares 'chics' e em botecos da esquina
Ele me arranca os melhores sorrisos e os mais doces suspiros
Beijamos com a ponta do nariz
Ele nunca abre a porta do carro
Escolhemos casa pra morar, nome para os nossos filhos, histórias pra contar
Planejamos viagens incríveis
Ele já me emprestou sua blusa, sua toalha, seu perfume, seu colo, seu ombro, sua mão e seu lar
Ele já me emprestou sua blusa, sua toalha, seu perfume, seu colo, seu ombro, sua mão e seu lar
Ele já me mandou embora
Eu já quis nunca mais voltar
Ele cuida do carro com um carinho invejável... e cansativo até!
Ele já beijou meus pés
Ele já beijou meus pés
Minha mãe já o xingou dos nomes mais feios, e já disse que ele é tem uma voz linda
Ele já dançou pra mim, e posou pras minhas fotos mais íntimas
Ele aparece quando eu durmo, nos meus sonhos
Me atura, me entende, não me entende, me ouve e nem escuta
Ri das minhas piores piadas
Ele está o tempo todo comigo.
Como não poderia ser ele?
Eu caibo direitinho em seu abraço.
O seu cheiro é o perfume mais gostoso e mais penetrante que qualquer francês.
Talvez eu não saiba o que é completar, o que é fazer feliz.
Mas sei que sou
c o m p l e t a m e n t e f e l i z
quando estamos juntos.
c o m p l e t a m e n t e f e l i z
quando estamos juntos.
PS: Hoje tento encerrar uma maratona de textos sobre amor e amar... é pq tava transbordando, sabe...
domingo, 30 de maio de 2010
Até onde vai o "querer"?
Parei pra pensar em como as coisas estão, e como eu gostaria que estivessem.
Analisei cada ponto e percebi que eu não queria nada...
Eu só queria ter o que querer, entende?
Me senti aquelas vilãs das novelas mexicanas que traçam planos mirabolantes e assustadores para ter aquilo que se deseja (mas sou mais inteligente, claro...)
E o gosto foi ruim... sei lá... desceu pesado.
Fazer o quê se eu gosto de viver intensamente e degustar cada segundo da alegria que me dá.
Auto-análise é bem perigoso pras pessoas conscientes.
Não foi proposital... ou foi...
Foi sim... era pra eu ser feliz. E não você triste. Era pra me fazer bem... e não pra te fazer mal.
Estranho porque ao mesmo tempo que me faz bem... o que te faz mal, também me faz.
E não deveria.
Mas é eu tenho coração sabia?
É, eu sei... é bem "cliche"
Não espero que acredite. Só quero que saiba.
Analisei cada ponto e percebi que eu não queria nada...
Eu só queria ter o que querer, entende?
Me senti aquelas vilãs das novelas mexicanas que traçam planos mirabolantes e assustadores para ter aquilo que se deseja (mas sou mais inteligente, claro...)
E o gosto foi ruim... sei lá... desceu pesado.
Fazer o quê se eu gosto de viver intensamente e degustar cada segundo da alegria que me dá.
Auto-análise é bem perigoso pras pessoas conscientes.
Não foi proposital... ou foi...
Foi sim... era pra eu ser feliz. E não você triste. Era pra me fazer bem... e não pra te fazer mal.
Estranho porque ao mesmo tempo que me faz bem... o que te faz mal, também me faz.
E não deveria.
Mas é eu tenho coração sabia?
É, eu sei... é bem "cliche"
Não espero que acredite. Só quero que saiba.
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