domingo, 1 de abril de 2012

Recuar

E desde que passou a ser uma questão de honra mostrar e provar quem ela era, e quem ela não era, vem se perdendo nas entradas e nas saídas...

E por conta disso, permanece.

Sim! ciente dos seus excessos, mas não abre mão de ser exatamente quem é. Com todos os defeitos, qualidades, ímpetos e inquietudes.

Pode permitir assustar, perder, decepcionar...

E apesar de nunca se sufocar, sabe exatamente a hora de recuar...

domingo, 8 de janeiro de 2012

Reinventar


Me senti perdida, inicialmente...
Mas depois percebi que então eu tinha me encontrado.
Eu sabia exatamente o que eu queria, e principalmente o que eu não queria.

Aquela angústia que eu nunca soube dar nome, hoje só me faz lembrar o quanto é bom estar aliviada...
É como um corte, que deixa a cicatriz, mas vc tem a vaga lembrança da dor...

O medo... nunca entendi o medo que sentida de algo que eu nem conhecia.
Ficar sozinha, por nunca ter ficado, me assombrava...

Hoje entao decidi deixar acontecer, pra ver no que dá.
Dizem que o que vc mais teme só deixa de existir quando vc enfrenta...

E a certeza que Deus está comigo, me fez enxergar que nunca estarei sozinha.

Não quero mais lágrimas no travesseiro, nem tomar pílulas e pílulas pra dormir... pro tempo passar.
Quero cantar enquanto dirijo, enfeitar o meu mural com fotos e lembranças boas...
Não quero mais imaginar como poderia ter sido diferente
Quero fazer diferente...

Sabe aquela vontade repentina de mudar tudo de lugar, de trocar todas as cores, deixar bem colorido, alegre...
Comprar roupas, sapatos e bijouterias novas...
Traçar metas, fazer planos, desenhar os sonhos...
Ler aquele livro, estudar aquela matéria...
Enxugar aqueles quilinhos...
Conhecer gente nova, estreitar os laços com os amigos mais queridos e verdadeiros...

Ah... começar uma nova vida aos 27 anos!!!
Engraçado... porém com mais maturidade, mais experiências e aprendizados!
Afinal, pra algo os erros tem que servir!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Flores

Passei muito dos poucos anos que tenho me dedicando a pessoas que não se dedicavam a mim, e apesar dos tantos exemplos e conhecimento das experiências dos outros, precisei realmente sofrer com isso pra perceber que não vale a pena.

Causa um sentimento de incapacidade plantar uma semente sadia, esperando belos frutos… e colher frutos podres, ou até belos por fora, mas completamente perdidos por dentro.
Sofri porque fiz a minha parte, mas não dependia de mim…

E esse vazio… ele consegue preencher cada vão dos meus pensamentos, entre estudo e trabalho… isso quando não ocupa completamente me fazendo inútil…

Esse vazio tem feito companhia para a solidão que tenho vivido… e era multidão com você ao meu lado… plateia perfeita.
Mas quando as cortinas se abriram o show não era engraçado, era um drama, um verdadeiro drama sem final feliz.
Daqueles que a gente quando começa assistir, já sabe o contexto do final: cada um pra um lado… um sofrendo, o outro sorrindo.
E quando você não se agradou, não tinha mais ninguém aplaudindo.

Me falaram sobre ciclos que precisam ser fechados…
Eu sabia, mas queria acrescentar tantas coisas nele, e depois encerrar fases e começar outras, sem necessariamente ter que ter um final… ainda mais um que não era feliz.

Hoje, depois de algum tempo, consigo escrever e enxergar que aquela fruta podre que nasceu, era o mal atingindo o fruto, e não a terra.
Enfim, a terra poderá então semear novas sementes…. Quero flores desta vez. 
Nascem, crescem, morrem… mas embelezam durante a estadia!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cura


E tem horas que dá um ataque de “Chega! Acabou! Não quero mais!”... porque se eu não me amar em primeiro lugar, e provar isso no momento em ignoro você e todas as lembranças, eu não vou nunca mais amar ninguém.
É que são tantas feridas abertas, expostas... ardendo, queimando, latejando...
Sangrando ainda... sangue fresco.

Reverter isso, acabar com isso logo é meu maior desejo, meu desespero.
Mesmo que me custe ocupar todo o meu tempo com trabalho, com programas que nem de longe me agradam mais...
Mas nada de ficar velando essas feridas... de ficar olhando o sangue escorrer e lamentar.

Mas tem horas que me dá ataque de “porque??? Não poderia??? E se...”
Questionamentos acerca de algo que talvez eu nem queria... eu queria que a vida moldasse, que se ajeitasse no modo que me faz feliz.
Não teria como dar certo... não teria como ser diferente.
Foi exatamente como deveria ser, porque não somos, não fomos personagens. Fomos nós mesmos.
E lamentavelmente você é sim esse cara que gira a faca dentro do meu peito...

e não vou mais lamentar.
Vou me curar.
E me curar é o resultado por viver longe de você.